Por Mariana Montenegro
A cultura da Yoga do Som parte do pressuposto de que cada pensamento, palavra, emoção, ação, tem impacto e é como um filho que trazemos ao mundo. Por isso, precisamos cuidar do que pensamos, sentimos e fazemos. Através da consciência e da atenção, assumimos essa responsabilidade e utilizamos o som como ferramenta para transformar e harmonizar nosso universo físico e psíquico.
A todo instante estamos diante de uma escolha: vibrar no amor, na paz, na alegria, no perdão, na compreensão...em uma palavra, na unidade, ou vibrar nos atributos da separatividade e do julgamento. O mundo atual oferece, na absurda crise de separatividade e ignorância em que se encontra, a oportunidade de fazermos esse trabalho de maneira permanente e persistente.
Como se sabe, Yoga significa "união", a união com a própria essência, aquele núcleo interno integrador. Para que esse encontro interno aconteça, para que a pessoa consiga se perceber como um inteiro, deve partir, indubitavelmente, da aceitação. Este é o pré-requisito, o ponto inicial, a base de todo o trabalho. É sabido que o que resiste, persiste, e que a negação esconde em si aquilo mesmo a que nega.
Dessa forma, o acolhimento a pessoa tal como ela é e se apresenta no momento, é fundamental. O processo de aceitação e acolhimento é um processo longo, que vai abrindo espaço para que diversas camadas do seu ser venham à tona e, pouco a pouco, a pessoa vai tecendo o seu eu mais autêntico e restaurando suas histórias. Com o tempo, vai soltando as amarras, medos, repressões, preconceitos, crenças limitantes, e vai reconstruindo seu edifício interior a partir da sua própria consciência.
Junto com a aceitação, a pessoa aprende sobre a compaixão por si mesma. Deixando o chicote de lado, abandonando a falsa ideia de perfeição, de querer agradar aos outros, e vai assumindo seu verdadeiro semblante. O som e a intenção consciente já são entendidos hoje como uma ciência, capaz de modificar até o nível físico e celular. (como no experimento apresentado no livro "A mensagem da Água).
Assim, utilizando técnicas vibracionais pode-se modificar toda uma estrutura e reconstruí-la. Nas palavras de Guy Lussier, que desenvolveu a Yoga do Som: "O inferno e o paraíso estão aqui, dentro de nós, é uma escolha de cada momento". A questão que se apresenta, então, não é simplesmente o que acontece fora de nós, mas como respondemos, com que qualidade de consciência e vibração. É o que vai determinar, ou melhor, reajustar criativamente nossos corpos, relações e atitudes.

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